Cada organização brasileira sofreu, em média, 4.001 ataques cibernéticos por semana em junho de 2026, segundo o relatório mensal da Check Point Research. O número representa crescimento de 44% em relação ao mesmo mês de 2025 e fica bem acima da média global, de 2.270 ataques semanais por organização.
A América Latina permaneceu como a região mais atacada do mundo, com média de 3.501 ataques semanais por organização, alta de 27% em um ano. No Brasil, o setor governamental foi o mais visado no período.
A tendência não é pontual
Em abril, o mesmo levantamento já havia registrado 4.118 ataques semanais por organização no país, alta de 46% sobre o ano anterior, com Governo, Serviços Empresariais e Educação como alvos principais. Os pesquisadores atribuem o quadro à combinação de digitalização acelerada com maturidade de segurança desigual entre empresas e instituições.
O que fazer com esse dado
Volume alto de ataques não significa que todos sejam sofisticados. A maioria é automatizada e explora falhas conhecidas. Isso é uma boa notícia: boa parte do risco cai com medidas básicas bem executadas.
- Inventário: saber quais sistemas estão expostos à internet.
- Atualização: corrigir vulnerabilidades críticas em dias, não em meses.
- MFA em tudo que é acesso remoto: VPN, e-mail, painéis de nuvem e sistemas de gestão.
- Monitoramento contínuo: alguém precisa olhar os alertas, internamente ou com um parceiro.
- Backup testado: a última linha de defesa contra ransomware só funciona se a restauração foi ensaiada.
Fontes
