O Mercado Livre superou pela primeira vez a marca de US$ 10 bilhões em receita em um único trimestre. No segundo trimestre de 2026, a receita líquida cresceu 50% em relação ao ano anterior, o lucro operacional chegou a US$ 683 milhões e o lucro líquido, a US$ 466 milhões.
O Brasil liderou o avanço do comércio eletrônico da companhia. O volume bruto de mercadorias (GMV) no país cresceu 39%, e o número de itens vendidos subiu 56%.
O efeito do frete grátis
A explicação passa por uma decisão de 2025: a redução do valor mínimo para frete grátis. Desde então, segundo a empresa, os consumidores passaram a comprar mais itens, em mais categorias, e a voltar com mais frequência. Os itens vendidos por comprador ativo no Brasil cresceram 19%, e a conversão melhorou 1,1 ponto percentual.
No primeiro trimestre, a companhia já havia informado queda de 17% no custo unitário de frete no Brasil, em moeda local, o que mostra que a logística absorveu o volume maior com eficiência.
O que isso significa para outros varejistas
O consumidor brasileiro está sendo educado para esperar frete grátis, entrega rápida e variedade em um só lugar. Para quem vende no marketplace, isso significa mais tráfego, mas também mais concorrência e margens pressionadas. Para quem vende no próprio site, a régua de experiência sobe.
Nos dois casos, ganha quem tem estoque confiável, custo logístico conhecido por pedido e integração que não deixa vender o que não existe. Crescer 56% em itens só é bom negócio quando o sistema aguenta o volume.
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