Trabalhar com startups é uma das formas mais rápidas de testar novas tecnologias sem desenvolver tudo internamente. Mas muitas parcerias fracassam por um motivo simples: a startup precisa de decisões em semanas, e a empresa leva meses.
Os modelos mais comuns
- Prova de conceito: um teste pequeno, com prazo e objetivo definidos, para validar a solução.
- Contratação como fornecedor: a startup passa a atender a empresa como qualquer outro parceiro.
- Programas de aceleração: a empresa abre desafios e seleciona startups para resolvê-los.
- Investimento: participação no capital, direta ou por meio de fundos.
O que faz uma parceria funcionar
- Problema claro: “queremos inovar em logística” não é um desafio. “Queremos reduzir em 20% as entregas com atraso na capital” é.
- Patrocinador interno: alguém da área de negócio com interesse no resultado e poder de decisão.
- Trilha rápida de contratação: contratos simplificados para provas de conceito de baixo valor e risco.
- Acesso a dados e sistemas: sem ambiente de teste e dados, a startup não consegue provar nada.
- Critério de sucesso definido antes: o que precisa acontecer para a solução ser adotada.
- Plano para o dia seguinte: se a prova de conceito der certo, quem paga a escala e como ela entra na operação.
Cuidados
Avalie a saúde financeira da startup, a segurança da solução e a proteção dos dados. Uma startup que desaparece com informações da empresa ou deixa um processo crítico sem suporte é um risco real.
Inovação aberta bem feita é um processo repetível, não uma sequência de eventos com fotos bonitas.
