IA avança no mundo, mas empresas brasileiras ainda investem pouco para acompanhar

Uso de IA generativa chega a quase um em cada cinco adultos em idade ativa no mundo. No Brasil, a tecnologia é prioridade nas empresas, mas estratégia e orçamento ainda ficam para trás.

IA avança no mundo, mas empresas brasileiras ainda investem pouco para acompanhar

A adoção de inteligência artificial segue em alta. Segundo o relatório de difusão de IA da Microsoft, o uso da tecnologia passou de 16,3% para 17,8% da população mundial em idade ativa apenas no primeiro trimestre de 2026. Vinte e seis economias já têm mais de 30% dessa população usando IA, e os Emirados Árabes Unidos lideram, com 70,1%.

No Brasil, a pesquisa Panorama 2026 da Amcham mostra um retrato ambíguo: a IA aparece como prioridade estratégica das empresas, mas o investimento e a maturidade ainda são baixos.

O descompasso

Na prática, muitas empresas estão na fase em que funcionários usam ferramentas de IA por conta própria, enquanto a organização ainda não definiu onde a tecnologia deve gerar resultado, quem responde por ela e quanto investir. O risco é duplo: perder produtividade para concorrentes mais organizados e expor dados em ferramentas sem controle.

Como sair da fase do teste solto

  1. Escolha três processos, não trinta: comece por atividades repetitivas, com volume e dados disponíveis, como atendimento, conciliação e análise de documentos.
  2. Defina a métrica antes: tempo economizado, erros evitados ou receita adicional. Sem régua, não há como saber se funcionou.
  3. Dê ferramenta oficial ao time: proibir raramente funciona. Oferecer uma opção segura e aprovada reduz o uso de ferramentas sem controle.
  4. Cuide dos dados: a qualidade do resultado depende da qualidade do que a IA consulta.
  5. Nomeie um dono: alguém do negócio, e não só da TI, responsável pelo portfólio de casos de uso.

A distância entre as empresas que usam IA de forma organizada e as que apenas experimentam tende a aumentar rápido. A boa notícia é que começar bem não exige um orçamento gigante, e sim foco.


Fontes

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