O Brasil registrou 1.495.696 tentativas de fraude de identidade para acesso a serviços digitais no primeiro trimestre de 2026, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian. O número é 36,6% maior do que no mesmo período do ano anterior e equivale a uma tentativa a cada cinco segundos.
Se não tivessem sido barradas, essas ações poderiam ter causado prejuízos de até R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas. O setor financeiro concentrou seis em cada dez ocorrências.
Como a fraude de identidade funciona
Em vez de invadir sistemas, o fraudador tenta se passar por outra pessoa: abre contas com dados roubados, pede crédito em nome de terceiros ou assume contas existentes depois de conseguir senha e códigos por engenharia social. Vazamentos de dados e golpes por mensagem abastecem esse mercado.
O que empresas de todos os setores podem fazer
A fraude de identidade não é problema só de banco. Varejo, telecomunicações, serviços por assinatura e plataformas digitais também são alvos.
- Autenticação em camadas: combinar o que o cliente sabe, o que ele tem e sinais de comportamento, sem depender só de senha.
- Análise de risco no cadastro: verificar consistência de dados, dispositivo e histórico antes de aprovar uma conta nova.
- Atenção à troca de dados sensíveis: mudança de e-mail, telefone ou endereço de entrega é momento clássico de fraude e merece confirmação extra.
- Monitoramento de padrões: muitas contas novas no mesmo dispositivo ou no mesmo endereço é sinal de alerta.
- Educação do cliente: deixar claro por quais canais a empresa nunca pede senha ou código.
O desafio é equilibrar segurança e experiência. Cada etapa extra reduz fraude, mas também pode afastar o cliente legítimo. Por isso, a verificação mais forte deve aparecer onde o risco é maior, e não em toda interação.
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