Política de uso de IA generativa: um modelo em 7 pontos para aprovar esta semana

Sem regra, cada funcionário decide sozinho o que colar numa ferramenta de IA. Uma política curta resolve a maior parte do risco sem travar a produtividade.

Política de uso de IA generativa: um modelo em 7 pontos para aprovar esta semana

A maioria das empresas já usa inteligência artificial generativa, com ou sem autorização. A pergunta não é mais se o time vai usar, e sim como. Uma política objetiva, que caiba em duas páginas, é o primeiro passo.

Os 7 pontos essenciais

  1. Ferramentas aprovadas: liste quais podem ser usadas e com qual tipo de conta. Contas corporativas, com contrato que proíba o uso dos dados para treino, são o padrão recomendado.
  2. Dados que nunca entram: dados pessoais de clientes e colaboradores, informações financeiras não públicas, senhas, contratos confidenciais e código-fonte crítico, salvo em ferramenta aprovada para isso.
  3. Revisão humana obrigatória: tudo que sai da IA e vai para cliente, fornecedor ou decisão relevante precisa ser revisado por uma pessoa.
  4. Transparência: defina quando é preciso informar que um conteúdo foi produzido com apoio de IA.
  5. Propriedade intelectual: cuidado com textos, imagens e códigos gerados que possam reproduzir obras de terceiros.
  6. Usos proibidos: decisões automáticas sobre pessoas, como contratação ou crédito, sem processo aprovado; criação de conteúdo enganoso; tentativa de contornar controles.
  7. Canal de dúvidas e incidentes: a quem perguntar e como reportar um envio indevido.

Como implantar sem burocracia

Publique a política junto com a ferramenta oficial, não antes. Faça um treinamento de 30 minutos com exemplos reais do dia a dia da empresa. Revise o documento a cada seis meses, porque as ferramentas mudam rápido.

Uma boa política não é a que proíbe mais, e sim a que o time entende e consegue seguir.

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