O Latam Retail Show 2026, realizado de 15 a 17 de setembro no Distrito Anhembi, em São Paulo, reuniu cerca de 4 mil líderes do varejo, mais de 230 palestrantes e 16 pesquisas inéditas sobre consumo, marcas, experiência e maturidade das empresas na adoção de inteligência artificial.
Um dos painéis da programação resumiu em seu título uma mensagem que atravessou o evento: dados estruturados geram mais resultado com IA. As trilhas também discutiram como transformar investimentos em tecnologia e processos em retorno financeiro.
Por que o tema ganhou o palco
Depois de dois anos de testes com IA generativa, muitas empresas perceberam que o limite não está no modelo, e sim nos dados. Assistentes que respondem sobre vendas, agentes que atendem clientes e sistemas que recomendam produtos dependem de informações organizadas, consistentes e atualizadas.
O que são dados estruturados, na prática
- Cadastro de produto completo: atributos padronizados, como tamanho, cor, material e categoria, e não apenas um texto descritivo.
- Cliente único: a mesma pessoa reconhecida na loja, no site, no app e no atendimento.
- Métricas com definição oficial: venda, margem e ruptura calculadas da mesma forma em toda a empresa.
- Estoque confiável por local: o número do sistema bate com a prateleira.
- Eventos registrados: visitas, buscas, pedidos, trocas e atendimentos armazenados de forma consultável.
O caminho para o varejista
- Escolha o caso de uso primeiro e identifique quais dados ele exige.
- Meça a qualidade desses dados antes de investir na ferramenta de IA.
- Corrija na origem: cadastro e processos, e não só planilhas de ajuste.
- Crie donos para cada domínio de dados, com metas de qualidade.
A conclusão prática é simples: parte relevante do orçamento de IA deveria ir para dados. Quem organiza a base primeiro colhe resultado mais rápido em qualquer iniciativa que vier depois.
Fontes
