AWS cresce 37%, Amazon vai investir US$ 220 bilhões e mesmo assim deve faltar capacidade na nuvem

A demanda por IA pressiona os data centers mais rápido do que eles ficam prontos. Para as empresas, o recado é planejar capacidade e custo com antecedência.

AWS cresce 37%, Amazon vai investir US$ 220 bilhões e mesmo assim deve faltar capacidade na nuvem

A Amazon Web Services teve no segundo trimestre de 2026 seu melhor desempenho em anos. A receita da divisão de nuvem chegou a US$ 42,2 bilhões, alta de 37% sobre o mesmo período do ano anterior, acima dos 31% esperados pelos analistas e o ritmo mais rápido desde 2021.

O CEO Andy Jassy afirmou que a AWS já opera a uma taxa anualizada de US$ 169 bilhões em receita, o que a colocaria na 24ª posição da lista Fortune 500 se fosse uma empresa independente.

Investimento recorde, capacidade insuficiente

A Amazon elevou a previsão de investimentos em 2026 de US$ 200 bilhões para cerca de US$ 220 bilhões, citando o custo mais alto de memória. Mesmo assim, Jassy disse que a empresa não terá capacidade suficiente para atender toda a demanda de 2026 e que essa situação deve se repetir em 2027.

A Amazon não está sozinha. O mercado já esperava o aumento depois que a Alphabet, dona do Google, elevou seu plano de investimentos para até US$ 205 bilhões. A corrida por data centers, chips e energia virou o principal motor dos balanços das grandes nuvens.

O custo aparece no caixa

O fluxo de caixa livre da Amazon nos 12 meses anteriores ficou negativo em US$ 7,6 bilhões, reflexo do aumento nas compras de equipamentos, principalmente para IA. Os investidores, por enquanto, aprovaram: a ação subiu forte depois do resultado.

O que isso significa para quem contrata nuvem

Um mercado com oferta limitada tende a favorecer quem planeja. Para empresas brasileiras, especialmente as que estão levando cargas de IA para a nuvem, alguns cuidados ganham importância:

  • Reserve capacidade crítica: instâncias de GPU e regiões mais disputadas podem ter fila. Contratos de reserva e planejamento trimestral evitam surpresa em projeto com prazo.
  • FinOps como rotina: com custo de memória e energia em alta, desligar ambientes ociosos e dimensionar corretamente faz diferença real na fatura.
  • Arquitetura portável: contêineres, dados em formatos abertos e automação de infraestrutura reduzem a dependência de uma única região ou provedor.
  • Nem tudo precisa de GPU: muitos casos de uso rodam bem em modelos menores e processadores comuns, a um custo bem menor.

Fontes

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