O comércio eletrônico brasileiro registrou 743.638 tentativas de fraude entre janeiro e junho de 2026, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian. É uma tentativa a cada 21 segundos, mais de 4 mil por dia, e quase um em cada 100 pedidos analisados apresentou indícios de fraude. Se não tivessem sido barradas, as operações poderiam causar prejuízo de R$ 573 milhões.
Onde a fraude se concentra
Três categorias somaram 56% das tentativas. Beleza liderou, com 67.782 ocorrências, seguida por calçados, com 56.193, e saúde, com 35.314. O ranking mudou em relação a 2025: eletrodomésticos saíram do topo, e saúde, que estava em sétimo, entrou entre as três primeiras.
A mudança mostra que o fraudador segue o comportamento do consumidor e procura produtos de fácil revenda.
O dilema do varejista
Um sistema antifraude muito rígido recusa pedidos bons e perde venda. Um muito permissivo aprova pedidos ruins e gera chargeback, custo operacional e desgaste com o cliente. O ponto certo varia por categoria, ticket e canal.
Preparação para a Black Friday
- Revise regras com dados recentes: o padrão de fraude de janeiro não é o de novembro.
- Crie filas de revisão para o pico: pedidos em zona cinzenta precisam de análise rápida, não de recusa automática.
- Proteja a conta do cliente: tomada de conta com troca de endereço de entrega é um golpe clássico em datas de alto volume.
- Monitore em tempo real: um salto de pedidos em uma categoria ou região pode ser ataque, e não sucesso.
- Integre antifraude, pagamento e ERP: pedido cancelado por fraude precisa liberar estoque e parar a expedição imediatamente.
Fraude deixou de ser problema de pico isolado. É uma pressão contínua que cresce justamente quando as vendas crescem.
Fontes
